É como uma passagem. Todos vindo de algum lugar e indo para o nada. Preocupam-se com o horário, com o tempo, com o clima, com a moda, com a velocidade e com os outros. Captam cada anormalidade e encaram tudo como a diversidade do mundo, como a vida. Quando enxergam as coisas não se esforçam, não pensam, não se mobilizam para mudar, olham tudo como fato. Caminhando e pensando em algo importante, em algo preocupante e totalmente dominante, apenas isso, nada mais. Idealizam o futuro, tentam imaginar o que se passa na mente alheia. Constroem inúmeros esteriótipos e julgam constantemente as pessoas ao seu redor. A vida, o futuro e as decisões seriam para o que ?
Escondidos no meio de tantas mentes alienadas, isoladas e doentes eles andam. A convivência, toda a naturalidade transpassada, o disfarce perfeito, as pessoas ideais. Na sociedade, na filosofia, nas ciências, nos discursos, no comportamento, é tudo influência, é ilusão. Correm para o quê ? Porque não se unem, não se misturam, não se cumprimentam ?
Uma só massa de mesmos componentes que se comporta de forma desigual, invisível. Em um mundo desse quem se transforma ganha, quem se liberta vive, a mutação não fará eles sofrerem.
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