quinta-feira, 29 de abril de 2010

Quem sabe, uma evolução

Por muitas vezes ela quis mudar tudo isso, quis mudar a sua realidade, mas sozinha não conseguia. A pobre garota estava perdida, trancada no vazio de sua mente, sem ninguém para notá-la. Presa em uma agonia sem fim. Nenhuma solução surgia. Mas certo dia a garota acordou, decidiu que não viveria mais assim, descobriu novas pessoas, conheceu um novo mundo e ganhou novas motivações. Ninguém sabe o que a fez mudar de ideia, muito menos quem, sabe-se apenas que depois tudo isso a garota descobriu o real motivo do sofrimento, ele estava escondido no seu subconsciente, no meio de seus medos e seus arrependimentos e agora, não está mais lá, sumiu.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Todo Dia

Constante insegurança. Rodeada de medo, ela constrói um muro em torno de si. Tenta não se envolver, esconde as emoções, disfarça sentimentos e fantasia os movimentos. Deseja toda a invisibilidade e discrição pra si, abomina a opinião dos outros. Não se deixa envolver por completo na melodia, considera a cautela a sua melhor e única amiga. É uma covarde, tem medo de tentar, quer que tudo seja eterno e por isso deixa tudo como está. Trouxa, ela só quer o bem. O bem pra ela, pra ele, pra todos que se envolvem. O altruísmo confunde a sua cabeça, suas decisões lhe causam dor e sofrimento, mas não importa; ela ri, foi pelo bem dele. A sua auto-destruição não para, quanto mais confusão, mais dor, mais riso, mais satisfação. O masoquismo mental não tem limites em sua cabeça, mais sofrimento, uma forma alternativa de destruição. Idiota, não se contenta em passar o dia todo em torno dele. Quando chega a noite, o torpor toma conta, ela encosta a cabeça no travesseiro e pensa nele. Não passa um dia sem ele, sem pensar nele, sem respirar ele. Nos sonhos ela quebra todas as correntes diárias e suspende o muro que a cerca, ela se realiza e acorda feliz. Animada para viver mais um dia de privações, limites impostos por sua mente em seu próprio eu, em seu coração. Tola. Tanta ilusão, tanta dor, tantos limites, tudo por um garoto, um garoto incapaz de decidir faze-lá feliz. Garota burra, mal sabe ela que isso não importa pra ninguém, que tudo é inútil e não vai ser valorizado. Dias desperdiçados, lágrimas à toa, tudo em vão. Ela não nota, não dá ouvidos à ninguém. Logo ela entenderá como funcionam as coisas, vai questionar o amor, rever seus conceitos e levantar muitas dúvidas. Pobre garota,um dia vai se arrepender. Vai querer voltar no tempo e recuperar tudo aquilo que deixou passar. Vai se desesperar e notar que não adianta mais, que é preciso enterrar o passado e aproveitar tudo o que presente pode oferecer. Coitadinha, um dia ela aprende e nota que há muito tempo era isso que a vida tentava lhe ensinar, só ela não via.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Onde está a saída para os cansados ?

Cansaço da sociedade, da moda, dos outros, das máscaras. Das capas que cobrem, e num enredo proposital, fantasiam, enganam e seduzem. É tudo status, dinheiro, classe, rótulo. Esteriótipos, julgamentos. Não te conheço, mas não gosto de ti. Nunca te vi, mas te odeio. Nem se quer ouvi a sua voz, mas te julgo pelas companhias. A relação não é minha, mas eu opino. A vida não é minha, mas eu cuido dela. O amigo é seu, mas eu não aceito essa amizade. Foi pra você, mas eu não gostei. ''Eu acho.'' ''Eu acredito.'' ''Na minha opinião.''
Que se fodam!
Porque toda essa exposição ?
Porque toda essa imitação ?
A invasão não para. Cadê a consciência e a sensibilidade ?
Nunca notaram o quanto é privacidade boa?
Não sabem se limitar ao seu e deixar o meu ?
Não conseguem viver sem essa sociedade-moda cada vez mais invasiva?
Será que não conseguem apenas ser ? /ignorem.mimimi

domingo, 18 de abril de 2010

Marionete Sutil

Acalme-se, hoje é um dia ruim.
Está no calendário, estampado na sua rotina, apenas aceite e não reaja as adversidades.
Seja a bonequinha que escolheram. Sofra por amor, mas não corte os pulsos antes da cena certa. Não estrague o teatro, você é a protagonista, tem que fazer como o combinado. O autor determina o fim e você segue, sua marionete sutil. Nada de desespero, apenas siga o roteiro, se você se envolver na história será despedida. Seu sentimentalismo e as suas emoções são dispensadas aqui, guarde o seu lado humano em uma caixa em casa, enterre-o e nunca mais o procure. Queremos a sua insensibilidade e tudo que ela pode nos dar. A sua brutalidade pode te encorajar. Largue o seu lado feminino, esqueça que um dia ele existiu, não ligue para o masculino, apenas seja uma rocha. Resista a todas as cenas e aos dias do seu calendário pendurado na parede. Aquele calendário da sua vida, que determinada os seus dias bons e ruins, a sua existência e a sua morte. Apenas obedeça-o e não acontecerá.

Continuo

Suas atitudes me afetam. Mas e daí ?
Eu suporto, eu sobrevivo. Nada vai mudar. O sentimento entorpecido continua aqui. Ele não vai se alterar. Um dia, quem sabe, você notará, você despertará. E quando eu menos esperar, você vai ter voltado pra mim. Vai ter saído do meu coração e se tornado real novamente. E então estaremos prontos para unir tudo aquilo, que um dia sonhamos.

A Chave

Dentro dela há lembranças. Momentos, sensações e sentimentos um dia compartilhados com alguém. Um fio de cabelo, um anel jogado. Uma folha, vários formatos e muitas recordações.
E vem traiçoeiro o medo de enfrentar, reviver as emoções, sentir saudade. Ela mantém a devida distância da chave. Mal sabe a moça, que tudo está nela mesma, que aquilo é ela, que é disso que as pessoas são feitas. A chave é um portal para o eu, é o caminho para encontrar-se. A união do real com o surreal. Uma viagem, o transporte, a saída. A junção do ontem, do agora, a visão do amanhã. A ligação de vidas, a realização. Algo eterno. Por mais que queiram e desejem, não se apagará. Não há morte. E imploram para não existir. Entre soluços e apelos. Entre promessas e desespero. Nada vai mudar.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Quando não há o que explicar

Nem tudo o que escrevo é real, nem tudo deve ser levado ao pé da letra, nem tudo é coerente e nem tudo é aparentemente perceptível. Talvez eu escreva pra tentar conseguir, ou até mesmo pra conseguir tentar. Nem todas vontades expostas são visíveis, nem todas as mudanças relatadas são importantes e acho que é esse um dos maiores motivos da vergonha. Querer ser invisível as vezes é a única e a maior vontade que eu tenho, porque no meu caso, a melhor escolha que alguém tem é não tentar entender.

Quem sabe o cartaz vai mudar

Cansei de perder o meu tempo pensando no nada que ele me traz. De passar os dias e as noites à espera de uma mudança, de um esclarecimento, da verdade que eu imagino, da revelação dos fatos, à espera do fim de um espetáculo. Cansei de ficar desejando coisas que não mudam, cansei de pedir pra mim mesma atitudes que não vou cumprir, cansei de contar com ele, de relacionar a minha felicidade a ele. Cansei de assistir todos os dias o mesmo teatro, de ouvir sempre a mesma trilha sonora, e de me enganar sempre com a mesma expectativa. Um dia o espetáculo vai mudar, o enredo também, a única coisa que permanecerá constatante serão os bonecos. Aqueles bonecos manipulados e manipuladores, aqueles bonecos egocêntricos e simpáticos, que se acham por fazerem parte de tudo isso e não cansam de se enganar diariamente, sem o medo das cortinas fecharem.
O desgaste, o tempo, os outros, a sociedade. todos me induzem a desacreditar. Não, não vou deixar que isso aconteça. Eu quero, eu sinto, sei que isso é capaz de acontecer. Antes de ouvir todos esses conselhos e toda essa opinião que me incomoda e me desincentiva, eu acredito nos meus desejos, eu acredito no impossível, eu acredito nas pessoas, nas coisas, nos sentimentos e nas emoções. Por mais demore e que me derrotem, um dia tudo isso vai ser realizar.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Novamente

Espero há quatro meses, longos quatro meses pra ver uma cena, pra matar a minha curiosidade, pra me descobrir e pra me surpreender. Nunca achei que um dia eu teria sequer chances de realizar a minha vontade, mas então hoje, logo hoje, surgiu a oportunidade. Tudo estava ali na minha frente, diante dos meus olhos, só eu, o ''momento'' e mais ninguém. O silêncio me rodeava e a minha tensão também. Quando vi que todo o mistério de quatro meses ia acabar, fiquei com medo, suei frio e me escondi. Idiotice, covardia, insegurança. Não consegui mais pensar direito, eu realmente não sei porque eu tive essa reação e o motivo disso tudo mexer comigo, só sei que desperdicei, mais uma vez, uma daquelas chances únicas na vida.

terça-feira, 13 de abril de 2010

E se a verdade não existir ?

Sinto viver em uma ilusão. Algo entre a minha mente e a de outra pessoa. Algo abstrato. Me anima, me alegra e me intriga. Se não fosse tão misterioso assim não teria a mesma a sintonia, a mesma intensidade, a mesma emoção. Tenho medo de não me contentar apenas com isso, tenho medo da próxima mudança. Tenho medo do fim, tenho medo de descobrir que nada existiu e de repente, me desapontar. O vício da ilusão me envolve cada vez mais e quanto mais eu luto pra me libertar dela, mais eu quero fazer parte dela, mais eu quero ela em mim. Queria muito ter o controle da ilusão, queria ter o que realmente acreditam ser meu. A minha motivação. Aquela ilusão que me entorpece, que me encanta, me impulsiona e me revolta.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Constantemente em mim

Os dias ruins permanecem, alguma coisa acontece de diferente, algo piora, mas são basicamente os mesmos e longos dias difíceis. Mas eu encontrei uma razão pra mim. Eu encontrei um objetivo, um motivo pra mostrar um lado meu que estava enterrado. Uma razão para recomeçar e forças para continuar acreditando na perfeição, nas minhas vontades. Algo que empolga e me mantém diariamente bem, a razão pra tudo o que o eu faço, algo que não acabará.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

São nossas escolhas

Eu escolhi, eu aceitei, eu suporto.
Escolhi matar um pouco de mim diariamente pra fazer alguém feliz. Escolhi fazer o que é bom para ele, não o que é bom pra mim. Escolhi ''sofrer'' pela felicidade alheia. Escolhi deixar a minha vontade enterrada na lembrança e deixar que as coisas aconteçam contra mim. Decidi ajudar a me prejudicar. Decidi que não consigo evitar, que o masoquismo da mente não vai acabar. Decidi não medir esforços e quanto mais eu sorrir, melhor tudo será. Decidi que isso não vai ter fim e que nada mais pode piorar. Cada dia que vivo é só para esperar, o momento certo, a tal hora chegar. Quero pouca coisa, mas nem preciso falar, é muito fácil deduzir, através do meu olhar.
''Mas já não me importa,basta poder te ajudar.''

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Nesse Mundo

Histórias, todas elas sendo atrapalhadas e influênciadas pelos outros. Os outros, aqueles que atormentam, não se importam e manipulam, se metem, estragam, ajudam e pioram. Te enchem de dúvidas e pertubam a tua vida. A sua dor egoísta some, dá lugar para uma nova ocupação, afinal, se preocupar com os outros é melhor do que sofrer. Se meter na vida alheia é melhor do que cuidar da minha. Independente dos conselhos e atitudes, a consequência não será minha, será apenas sua e de mais ninguém. O inferno da vida, o frio, a distância entre as pessoas. Relações sem fim por culpa deles, toda a culpa é deles, tudo o que eu não quero são eles, na minha cabeça, na sua cabeça e na cabeça dele. Eu não quero nada disso. Chega dos outros e da agonia.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Lembre de mim

Nunca entendi e acho que vai ser muito complicado de aceitar os fatos. Mais uma história sem fim. Sentimentos perdidos no tempo, alegrias guardadas em um coração e sonhos perdidos no esquecimento. Textos, relatos e saudade. Tudo o que resta é isso, sua vida muda e não tem como voltar atrás. A distância separa, atrapalha, fere. A curiosidade e a sensação de vazio perseguem, viram uma sombra e te acompanham por onde quer que você vá. Ninguém liga, ninguém sabe, ninguém sente, ninguém vê. Porque se importar ?
A chama da esperança vai se desgatando e o tempo te faz cansar de esperar, será que um dia viverei isso de novo ?
Quando o desânimo já tomou conta e não há mais nada o que sentir, você recebe uma notícia ..demora, mas você recebe, e fica sabendo que tudo vai voltar, que nada foi em vão e de repente a esperança se renova.
Reencontrar é emocionante, um conjunto de sentimentos se reune e a preplexidade toma conta. Você já viu tudo aquilo, só está amando relembrar as coisas, ter o convívio de novo e saber que apesar dos acontecimentos, tudo melhorou. São momentos animadores e únicos que se perpetuam na memória e nada consegue apagar.

domingo, 4 de abril de 2010

No interior da alma verde

De repente aparece alguém na tua vida, bem ao acaso, e a uma história vai se tecendo, vai te surpreendendo. Ele muda todos os teus conceitos, teus pensamentos, mistura teus sentimentos e conserta teu coração. Muda a tua vida significativamente, abala as tuas ideias e te faz enxergar a felicidade de tudo. Te põe em uma viagem infinita e te envolve em uma melodia apaixonante. Nada normal,tudo diferente, estranho, excentricamente perfeito. Você olha pra ele e reconhece a alegria instantânea, você se reconhece, se identifica, se realiza. Te acalma, te ajuda, vira teu vício. Teu, só teu, sempre. A eternidade do sorriso. A tua gratidão, tudo embalado em perfeita sintonia. Isso espanta, fascina, encanta e de repente você para e se pergunta como isso tudo aconteceu, a resposta nem importa, o que interessa é esse eterno encanto que rola. É a surpresa das coisas, é a felicidade do momento e a magia do sorriso.

sábado, 3 de abril de 2010

Desenhei uma linha

Implantei limites em mim, congelei meus sentimentos e entorpeci o meu coração. Agora posso viver bem por um longo tempo. Nada de sofrimento,nenhuma dor, acho que assim é melhor . Ter controle sobre o que eu sinto as vezes é bom. Poder fazer o melhor para os outros pode não ser o melhor pra mim, mas me anima e é isso que vale. Quero acabar com esse masoquismo mental e pôr um ponto final nessa minha depêndecia. Quero me libertar daquilo que me prende e me causa medo. Quero ter um objetivo concreto, um desejo especial. Não quero estar vulnerável e muito menos me apegar a detalhes que não valem nada. Quero mudar, quem sabe abrir minha mente algum dia desses e poder afirmar que realmente gosto porque conheci.